Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Uma péssima influência?


Como eu tenho falado apenas de Leela, Leela e mais Leela nos últimos tempos, nada mais adequado do que falar do meu primeiro ídolo de todos. Nem tanto hoje em dia, mas inevitavelmente o primeiro. A primeira. A matriz. Não quero falar exatamente do ídolo em si, mas da idéia desta que me acompanha até hoje.
Avril Lavigne Whibley (foto), que assim como eu nunca foi muito chegada aos estudos, nunca se daria ao trabalho de estudar as maravilhas da Língua Portuguesa. Se ela soubesse como é difícil, do jeito que nós sabemos e muito bem, não recomendaríamos tal desafio a uma popstar, ainda por cima loira. Por outro lado, eu nem acredito que cor do cabelo faz alguma diferença. Outra pergunta: quem não gosta de estudar é necessariamente burro?
Eu, modéstia a parte, não sou burro. Posso não ser inteligente, mas reconheço minha capacidade intelectual. Nunca a usei como deveria, pois só tenho inteligência para o que me interessa, logo, só tenho inteligência para o que não presta. Logo, sou um fútil bem informado em minhas futilidades.
Acho que, pelo menos nesse ponto, meu primeiro ídolo e eu temos muito em comum. Certa vez, ela foi extremamente criticada por dizer que as pessoas só estudam para conseguir um emprego. Antes de tudo, ela foi criticada por ter dito tal coisa apenas por se tratar de uma popstar, e ainda por cima loira. Se fosse uma cantora mais cult ou um rockstar da vida, tal frase seria palavra intelectual.
Vamos lá: você acha que a escola serviu para muito mais do que formar sua individualidade, capacidade de socialização, ou sei-lá-mais-o-quê? Lógica básica! Você faz o seu segundo grau para depois fazer uma faculdade e ganhar um emprego!
Acho a maior injustiça o fato de que hoje em dia, um adolescente de quinze anos ou menos já tem que ter em mente o que quer seguir como carreira para o resto da vida. Como você pode saber o que quer quando ainda nem é adulto? Infelizmente, essa é uma injustiça inevitável. Eu teria que esperar tal absurdo dos meus filhos, se eu tiver.
Faça cursos, estude direto, para trabalhar e ganhar uma grana que você nem vai aproveitar tanto assim, pois seu trabalho de ótimo salário vai lhe manter ocupado até as férias.
Eu sou preguiçoso por pensar assim?
Em breve, se tudo correr bem, terei que sair do Rio de Janeiro por algum motivo assim. Não sei se estou me contradizendo ao me submeter a isso, mas vou provavelmente ficar a semana toda fora da cidade, ocupado com alguma coisa que vai me dar alguma grana, para nos finais de semana voltar ao Rio, para na segunda-feira, voltar ao "exílio". Que palavra dramática...


Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Tempo imperfeito

Muito tempo desde meu último post. O mais interessante é observar o que estava escrito no post anterior. Eu falava sobre minhas expectativas para o mês de Setembro, e agora estou aqui um mês depois... Aquele post ficou extremamente pessoal e meio dramático, logo, odiei. A vontade que dá é de apagá-lo, mas deixarei a prova do meu erro viva.
Setembro e Outubro, no final das contas, foram como um mês só - um mês longo e chato. Meio que o ano tem sido. Nada como comparar hoje em dia com o que foi escrito anteriormente para ter uma sensação de que esse "mês" acabou.
Comprei há séculos o CD do Leela, "Pequenas Caixas" e é ótimo. Tenho muito mais para falar desse álbum, mas acho que ele merece um post inteiro que devo escrever futuramente. Agora, espero pelo show deles no dia 6, finalmente aqui no Rio. O show será na Sala Baden Powell, em Copacabana.
Mas voltando ao assunto anterior, eu estava pensando sobre Tempo. O tempo foi uma invenção humana, então quem garante que ele seja linear e perfeito? Tempo existe? Parando para pensar bem, ele não é nada mais que uma entidade que nunca foi 100% comprovada, assim como Deus, supostamente uma outra invenção do homem. São coisas nas quais podemos escolher acreditar ou não. Já vi pessoas que não acreditam em Deus, mas ainda não vi ninguém que não acreditasse em tempo. Ninguém nunca foi ensinado desde que nasceu a fazer tudo em função do tempo, a eterna unidade de medida da vida, certo?
Também não gostei deste post, ficou idiota, pessoal, dramático e, dessa vez, metido a intelectual-filósofo. Mas como não havia nada para falar que viesse na minha cabeça agora, acho que esse é um bom começo. :)
Se alguém estiver lendo isso, se cuide!

Ouvindo "Delirium", do Leela
No cd "Pequenas Caixas", do qual pretendo falar logo!

Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Mês do caos

Setembro para mim é um mês de muitos aniversários e algumas datas que não tem utilidade para mais ninguém além de mim. Minha mãe no dia 5, minha avó se eu não me engano no dia 3. Eu sou um desalmado de não poder dizer com certeza a data de aniversário de minha avó, pois eu adoro ela. Logo depois, no dia 11, meus irmãos completam dezoito anos de existência.

Deixando os aniversários de família de lado, tem o aniversário de Avril LaWhibley dia 27. Infelizmente, não poderei ir à festa, sabem como é... Bem antes disso, dia 4, deve ser lançado o cd novo do Leela. Depois das últimas semanas que passei em agonia por não poder ter ido ao último show deles aqui no Rio de Janeiro no último sábado acho que caí na real de que eu gostava dessa banda mais do que eu achava. E quem lê isso deve ir as lágrimas agora de tão triste que essa frase foi...

A vida tem sido bem tediosa ultimamente. O ano tem sido. Hoje estou naqueles dias de tédio extremo - tanto que cheguei ao fundo do poço desenterrando este blog, como se alguém lesse mesmo o que escrevi aqui... :)

Mas com as datas desse mês, tenho certeza absoluta que setembro promete ser tão chato quanto os outros meses tem sido. Todos terão seus dias especiais, nem que seja uma vez por ano. Mas quem sabe...

Conclusão: acho que essas datas que mencionem não têm ultilidade... nem para eu mesmo...

Ouvindo agora: "Bullets" - Augustana do álbum Stars And Boulevards, do qual só consegui baixar metade porque não acho as 5 faixas que faltam para eu terminá-lo.

Terça-feira, 24 de Julho de 2007

PANdemônio rolando


Tá na moda fazer o trocadilho do PANdemônio, certo?
Nenhum avião bateu (ainda) aqui no Rio, mas com aeroportos pegando fogo aqui mesmo, acho que ainda chegaremos lá, não?

Eu me senti um dos seres mais sortudos do mundo ao receber de meu padrinho duas entradas para ver alguns jogos de vôlei de praia feminino. Sorte nada: estava chovendo muito, eu sequer carregava um casaco, cheguei lá já encharcado e o vento frio das praias a noite fez com que eu não aguentasse até a hora do jogo da dupla brasileira. Eu queria saber o nome delas... Mas enfim, eu estava começando a me sentir nada bem e tive que partir. Depois de presenciar vários jogos sem graça. O mais legalzinho foi o da dupla da Argentina contra não-me-lembro-quens onde eu ri muito da torcida secando as infelizes.

E ainda tivemos o fiasco da final do vôlei de quadra feminino, a decisão Brasil X Cuba. Sete chances de fechar o jogo e levar a medalha de ouro, mas NADA. O time feminino do Brasil ainda não tem cabeça para as finais. As cubanas perdiam e começavam a provocar. Reparei nisso ao longo de várias competições em vários atletas de Cuba. O lance é que as brasileiras parecem ter caído na pilha do país de Fidel. Mas afinal, nem tudo é desgraça... A seleção masculina estreiou ontem contra um tal de Canadá e se deu bem.
Esta semana semana o Pan termina... Queria muito que o Brasil passasse logo de Cuba no quadro de medalhas...
E posts sobre esportes... isso não é muito de se esperar de mim, é? Tô ficando assustado.





Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Live Aff - Um texto cheio de parênteses

No último sábado fui ao show do Live Earth. A edição carioca do Rio de Janeiro realizada na praia de Copacabana foi a única edição grátis. Ou seja, o show da Antártica (embora eu não goste de cerveja) deve ter sido pago... Até agora não descobri porque foi "de grátis", afinal só tinha fera aqui no Rio: Xuxa, Xota Quest, Marcelo D2 (eu vou vomitar) e por aí vai. A atração principal, foi o gringo Lenny Kravitz (é assim que se escreve o nome dele?). Mas não aguentei até lá. Estava tudo tão chato, mas tão chato, que peguei o metrô e voltei pra casa. O show do D2 com aquele povão todo adorando aquilo foi demais e tive que sair dali.
Enquanto isso, em Londres, tivemos apresentações da aclamada banda de Death Metal liderada pelo metaleiro Phil Collins, Genesis (ok, ÉCA pra eles), PussyCat Dolls (dá pro gasto - e, de fato, elas dão), Red Hot Chilli Peppers, Black Eyed Peas (que botou todo mundo pra cima), Keane (hey yeah!) e muito mais, incluindo é claro, a rainha do Pop, Madonna. O show dela foi simplesmente o melhor de todos os shows dos Live Earth no mundo todo.

Eu diria que o show de Londres foi mil vezes melhor que o do Rio de Janeiro, mas mil multiplicado por zero dá zero mesmo. Entre o show do Rio e o show dos cientistas britânicos na Antártica, eu fico com a Antártica. Se eu fosse pra lá, muita gente daria graças aos céus mesmo... Assista a um show bem melhor que todos os do Rio de Janeiro somados AQUI.

Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

O que eu não faço por 20 pratas?

Nada como um título sugestivo para esquentar as coisas... Uma senhora, cujo nome não será revelado, afinal, não preciso ser processado (no sentido judicial ou no sentido físico), costuma escrever suas próprias histórias num caderno. Esta senhora, é amiga de uma amiga de alguém da minha família que me ofereceu 20 reais para passar estas histórias para o computador, para que seja feito uma espécie de livro para dar de presente à senhora escritora. Nada anormal até aí.

Vou ser curto, grosso e desalmado: ela não sabe escrever, criatura BURRA. Acho que isso é mais um trabalho de tradução do que qualquer outra coisa. São dois cadernos do tipo universitário com 96 folhas cada, com os erros mais incríveis que já vi. Tem "H" no início das palavras mais improváveis. Demais para meu cérebro ou para meus "houvidos"! A última história a ser passada é uma sobre a trágica morte da cadelinha dela, chamada Pimenta, que foi picada por uma "surucucu tapete". O marido dela matou a cobra. Matou a cobra... será que ele mostrou o pau depois?

Essa história da cobra é uma das menos piores! Fiquem agora com um pedaço do gênio literário dela:

A Minha Cachorrinha Pimenta
Pobre pimentinha
A minha cachorrinha
Que a cobra má picou
E morreu de dor, a coitadinha
Foi numa quarta feira
Que a terrível e traçoeira
A pobrezinha picou
E depois de algumas horas
Morreu de tanta dor
Manoel foi o valente
Que matou a serpente
Custou morrer, a malvada
Mas livrou a todos
De uma morte cruel
Pobre pimentinha
Que sofreu a dor, tormenta
Por diversas horas
E que a terrível cobra
Surucucu tapete
Lhe enfiou seus finos dentes
Na sua pá
Que cobra terrível e má

Quanta triteza sentimos
Ao vê-la se desvaindo
E gemendo de dor
E a sua vida pouco a pouco
Do seu corpinho saindo

Surucucu tapete
Cobra má e venenosa
Neste mundo a mais tinhosa
Mataste a minha cachorrinha
Mas também tu morreste
Era a sorte que tinhas
É a história da minha cachorrinha, triste história
1979

Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Dá pra ser mais padrão que isso?

Vamos lá: antes de tudo, peço desculpas pelo blog. Aquele outro feito num outro site que eu não vou dizer o nome já era. Está feio demais, e ainda tem muitos poucos recursos, mas aí uma alma generosa recomendou-me este. E outra coisa pela qual me desculpo: o layout-padrão deste blog. Estou providenciando uma mudança, alguma coisa que fique legal e original, ou seja: não sou eu quem vai fazê-lo... não entendo de webdesing e nem tenho paciência para tentar entender.